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04.09.2010

Preso foge da Casa de Privação Provisória disfarçado de colega de cela

Um detento foi solto após enganar a direção da Casa de Privação Provisória de Liberdade de Caucaia. Ele foi liberado após se passar por um companheiro de cela que havia recebido um alvará de soltura

Nada de serrar grades, cavar buracos ou pular o muro do presídio. Francisco Antonio da Silva encontrou uma outra forma de fugir da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) de Caucaia. O detento aproveitou que um companheiro de cela ia ser solto e se passou por ele. Conseguiu enganar os agentes penitenciários, o diretor, e saiu pela porta da frente. Francisco responde pelo crime de roubo.
 
Segundo o diretor da CPPL, Marcius Borges, as investigações iniciais apontam que houve um acordo entre o fugitivo e um preso que havia recebido alvará de soltura, identificado como Ronaldo Ferreira de Sousa. Os dois teriam as mesmas características físicas e dividiam a cela. Na última 4a.feira, Ronaldo saiu da CPPL para uma audiência no Fórum Clóvis Beviláqua. Lá, foi informado que receberia o alvará no dia seguinte.

“Quando ele voltou para a CPPL, fez um acordo com o Francisco. Recebeu um pagamento para que o outro saísse no lugar dele”, explica o diretor. A versão, segundo ele, é baseada nos depoimentos dos outros detentos que estavam na mesma cela de Francisco e Ronaldo.

O fato é que, na tarde de 5a.feira (02/09), a CPPL liberou o preso errado. O engano só foi percebido ontem, quando a mãe de Ronaldo foi até o presídio. “Ela chegou perguntando pelo filho, dizendo que ele não tinha chegado em casa. Foi aí que a gente descobriu”, conta Marcius.

Para conseguir fugir, Francisco precisou apenas decorar dados pessoais do colega de cela. E mentir. Na hora em que os agentes perguntaram quem era Ronaldo, Francisco se apresentou. Foi encaminhado até a sala da direção e, lá, respondeu seu nome completo, a filiação, a data de nascimento, o endereço, o processo a qual respondia.

O diretor diz que também olhou a foto no sistema. Os dados e a imagem conferiam. “Fui eu mesmo que olhei. Era muito parecido com o outro e respondeu tudo certo”, justifica Marcius.
 
Fonte: O Povo


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