31.07.2010

A TORTO & A DIREITO No 105
Fortaleza: terra do sol e de sangue
ou
O segundo assalto a gente nunca esquece
A violência bateu em minha porta. Precisamente no vidro lateral da porta esquerda de meu carro. Um soco de malandro, tão certeiro e violento que estilhaçou o vidro e ainda acertou a minha cara, atingindo os óculos e danificando as lentes.
Assim começou a história do segundo assalto de que fui vítima, nos últimos dois anos, no bairro onde moro, em Fortaleza. Estava com minha mulher Patrícia e meus dois filhos gêmeos menores, de 9 anos, Guilhermo e Gianluca, presos num congestionamento de trânsito do cruzamento, “ponto negro” manjado de assaltos, na Via Expressa, sentido Beira-Mar/Varjota.
No mesmo lugar onde ocorrem pequenos assaltos diariamente, sendo que um já terminou na morte da vítima. Graças a Deus e ao meu anjo da guarda, não foi o nosso caso. Falávamos exatamente dessa possibilidade, pois a coluna imensa de carros à nossa frente teimava em não avançar um centímetro.
Estávamos travados e apegados à minha única defesa, o argumento definitivo: “ninguém assalta carro de pobre, com tantas Pajero, Hilux, Santa Fé e Mercedes por aí”.
Não deu tempo nem de fechar a boca. O assaltante veio da favela que fica ao longo da linha férrea, atravessou a rua caminhando normal e tranquilamente. Perto de minha janela, desferiu o soco. Antes que ele gritasse ou fizesse qualquer ameaça, minha mulher ofereceu-lhe a bolsa, num gesto de esperteza e sangue frio.
O ladrão pegou a bolsa e se mandou, sem saber que naquela, precisamente naquela, a gente não costuma levar documentos e valores. Por estratégia, apenas pequenos objetos sem maior serventia.
Os filhos, no banco de trás, entraram em estado de pânico. Choravam e gritavam desesperadamente. Eu, ligeiramente ferido e visão tolhida pela avaria nos óculos, só queria chegar a um hospital para avaliar os estragos que os milhares de cacos teriam feito em minha visão. Felizmente, nenhum. Mas, o pavor tomou conta de nós. E ficou desta vez, parece, para sempre...
Desde esse dia, um dos meninos anda tristonho e com comportamento alterado. Nenhum dos dois quer mais sair de casa. E eu, como pai, cada vez mais preocupado com o tipo de mundo em que os pus para viver.
De lá para cá, um policial já matou um rapaz de 14 anos, na traseira de uma moto, com um tiro na nuca, aparentemente sem motivo algum.
No Cariri, bandidos mataram uma criança de dois anos que dormia no quarto de um casebre, em ajuste de contas de rixas entre adultos.
Queira ou não queira, vou continuar passando de carro no mesmo cruzamento. E o sinal vai voltar a fechar para nós.
Por isso, como jornalista e publicitário, resta-me apenas um brado de criatividade. Criei um novo slogan para a cidade, que é o título dessa matéria: “Fortaleza: terra do sol... e de sangue”. Viva com ele, se é que pode...
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Conselhos espertos de um advogado:
segurança contra estelionatários
Um advogado circulou a seguinte informação para os empregados da companhia onde trabalha:
1. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Ao invés, escreva 'Solicitar RG' .
2. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use este, em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial.
3. Tire xerox do conteúdo de sua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar.
Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro.
Se sabe de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados.
Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês.
Dentro de uma semana, os ladrões ordenaram um caro pacote de telefone celular, aplicaram para um cartão de crédito Visa, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira... E mais...
4. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar.Mantenha estes onde você os possa achar.
5. Abra um Boletim Policial de Ocorrência ( B.O.) imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma). Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:
6. Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030 ) e Serasa (11-33737272 ) e outros órgãos de crédito se houver para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF. Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome.
O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado. Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito.
Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum de que eu soube depois que eu coloquei o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.
7 - Não coloque na agenda do seu celular as expressões: "papai; mamãe; titio; filho: irmão; etc. Coloque sempre os nomes deles, pois assim os bandidos não saberão que são seus parentes e assim não poderão ligar para exigir alguma coisa em caso de falso sequestro.
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Divórcio vapt-vupt
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Neste mês em que ficou mais prático e fácil se divorciar, levando apenas a documentação a um cartório de registro civil, sequer decorrido prazo mínimo de separação de corpos, vale a pena relembrar uma fábula que ilustra bem a necessidade de dar um desconto nas nossas diferenças conjugais, em busca de uma relação mais responsável. Com vocês...
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A fábula do porco-espinho
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Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltar a morrerem congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e a admirar suas qualidades.
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Cuidado com o racismo
Uma senhora entra numa confeitaria e pede ao balconista uma torta "Nêga Maluca". O balconista diz à cliente que usar o nome "Nêga Maluca", hoje em dia, pode dar cadeia, devido a:
- Lei Affonso Arinos;
- Lei Eusébio de Queiroz;
- Artigo Quinto da Constituição;
- Código Penal;
- Código Civil;
- Código do Consumidor;
- Código Comercial;
- Código de Ética;
- Moral e Bons Costumes,
- Além da Lei 'Maria da Penha' ....
- Então, meu filho, como peço essa porra de
torta?
- Torta afrodescendente com distúrbio neuro
psiquiátrico...
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Esposa traída é condenada
a indenizar amante do marido
Essa foi extraída do portal Terra e, aqui na província, transcrita pelo blog do meu amigo jornalista Eliomar de Lima ( O Povo). Pela pertinência com A TORTO & A DIREITO em nível de tema, aqui vai outra vez: “Uma mulher de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, foi condenada a pagar R$ 12,5 mil de indenização por danos morais e materiais à amante do marido.
De acordo com o Tribunal de Justiça, ela invadiu o local de trabalho da amante, no final de fevereiro de 2005, para a agredir física e moralmente.
A amante levou três tapas no rosto, foi xingada com palavras de baixo calão, e perdeu o emprego por causa do escândalo. Os magistrados da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça entenderam que ela agiu de forma ilícita ao invadir o trabalho da amante após descobrir a traição do marido. A amante alegou que não sabia que o homem era casado e que no início de 2005, quando descobriu, rompeu o relacionamento.
Segundo ela, o ex-amante continuou a procurá-la. O casal sustentou que a relação inicial entre as partes foi de amizade, e posteriormente confirmam a existência da relação extraconjugal, classificando-a de “mero caso passageiro”.
Falaram também que os contatos posteriores ao fim do relacionamento tinham o objetivo de manter a relação de amizade. No 1º Grau, o juiz Carlos Frederico Finger, do 2º Juizado da 3ª Vara Cível de Caxias do Sul, julgou improcedente a ação contra o marido infiel.
No entanto, condenou a esposa traída a indenizar a autora da ação em R$ 7,5 mil por danos materiais e em outros R$ 9,3 mil a título de danos morais, valores a serem corrigidos monetariamente.”
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Colaboraram com a coluna de hoje Sabrina Berger Mastroianni,
publicitária em Salvador/Ba; Giovanni Mastroianni, advogado e
jornalista no Recife; Helbe Oliveira, artista plástica, no Recife;
um vil assaltante do bairro da Varjota, em Fortaleza.
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