24.07.2010

Pomba-gira e Rui Barbosa
Espírito de Rui baixa em noite cívica de candomblé na Bahia
Motivado pela aproximação do período eleitoral e dada a natural afinidade entre o jurista baiano e seus conterrâneos, adeptos do espiritualismo do candomblé, comenta-se que numa dessas sessões recentes do culto afro em Salvador, o grande Rui Barbosa manifestou-se, num terreiro da Liberdade, através de uma mãe-de-santo.
E foi soltando o verbo para dar uma força aos orixás do Olimpo do TRE baiano, pois se lá esse negócio de corrupção sempre imperou, agora que anda ainda mais solta, com a nova classe petista mancomunada com o PMDB.
O que disse o Rui? Nada de novo. Apenas repetiu o mesmo discurso de um século atrás. Mas quanta atualidade, Mi Zi Fiu!
Entre uma baforada e outra de um legítimo charuto de Maragojipe e uns bons tragos de cachaça Abaíra, a entidade gritou para a galera vestida de branco:
- "Sinto vergonha de mim, cambada!"
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"Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma
era que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família, célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar atos criminosos,
a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar",
voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
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Frases lapidares
Sobre solidariedade
"Se estás ajudando na expectativa de que te agradeçam, deixa de fazê-lo. Evita, assim, decepções.
Mas se o que fazes é pelo simples gosto de ajudar, continua.
Já estás sendo pago.“
Prof. Hermógenes
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Sobre o amor
"Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor...
Lembre-se:
Se escolher o mundo, ficará sem o amor.
Mas, se escolher o amor, com ele conquistará o mundo!“
Albert Einstein
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Sobre livros

"Livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores.“
Charles W. Elliot
"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante em que o livro fala e a alma responde.“
André Maurois
"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem!"
Mario Quintana
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Sobre diferenças
“Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, e não apenas em desfrutar as semelhanças.”
James Fredericks
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Sobre a vida
“Viver é a coisa mais rara do mundo.
A maioria das pessoas apenas existe!”
Oscar Wilde
Sobre o saber
"O que eu ouço, esqueço.
O que eu vejo, lembro.
O que eu faço, aprendo."
Confúcio
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A coluna de hoje agradece o apoio de Helbe Oliveira,
artista plástica, residente no Recife. E de Erasmo Gonçalves, residente em Caruaru/Pe.