10.07.2010

A TORTO & A DIREITO No 102
E vai a nossa coluna hoje, outra vez, em busca do superlativo. Pesquisando o livro Guinness de recordes, fomos encontrar alguns exemplos de ocorrências realmente dignas de nossa atenção.
Vamos começar usando como “gancho” a poluição sonora, um tema que envolve a questão da boa convivência entre os homens.
O barulho é, de fato, em nossos dias, um fator de desagregação de primeira importância, na medida em que não se respeitam os limites entre o território de um e outro cidadão.
Mas, e a natureza? O barulho produzido pelo próprio planeta. Qual terá sido a maior perturbação sonora registrada pelo Guinness na face da terra?
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O big boom do Krakatoa
Quando a ilha vulcânica de Krakatoa, no estreito de Sunda, entre Sumatra e Java, na Indonésia, explodiu em uma violenta erupção, no dia 27 de agosto de 1883, o estrondo foi ouvido a 5.000 quilômetros de distância.
Estima-se que o barulho tenha sido audível em 8% da superfície terrestre e tenha alcançado uma distância 26 vezes superior à maior bomba de hidrogênio já testada.
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A pobreza tem fermento

Daí, nós pulamos para dois outros recordes que parecem confirmar a preocupação da humanidade com o seu maior crescimento entre os pobres.
Enquanto países superdesenvolvidos e ultracivilizados da Europa apresentam taxas de crescimento populacional negativas, vejam esses dois recordes, registrados não por acaso no continente africano:
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Maiores taxas de natalidade e fertilidade
Com base nas estatísticas projetadas para os próximos anos, o Níger é um dos países com maior crescimento vegetativo, com previsão de aumento da sua população em 41 milhões de pessoas, de 12 milhões em 2004 para 53 milhões, em 2050.
É dele a maior taxa de fertilidade, com média de 7,19% filhos por mulher. O país também tinha taxa de 50,16 partos para cada 1.000 habitantes, até novembro de 2007.
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Maior população infantil
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Por outro lado, em 2003, a Uganda possuía a maior população infantil do mundo: 50,8% de seus habitantes tinham de 0 a 14 anos de idade.
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Assim é impossível acabar o nepotismo
Enquanto no Brasil, onde adotamos o casamento monogâmico, o combate ao nepotismo é uma tarefa árdua e, por vezes, sem resultados práticos, principalmente nos executivos e câmaras de vereadores dos distantes municípios interioranos, imagine como não será na Arábia Saudita.
É lá que se situa a maior família real, de acordo com o livro Guinness de recordes. Arrumar emprego para parente importante naquele país deve ser a lei, ao contrário daqui. Senão, vejamos:
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A maior família real
A casa de Al Saud, da Arábia Saudita, tinha mais de 4 mil príncipes e 30 mil parentes reais, em 2002. O reino foi estabelecido em 1932 pelo patriarca, o rei Abdul Aziz, que teve 44 filhos com 17 esposas, dos quais quatro já governaram o país, desde sua morte em 1953.
A Arábia Saudita é o país com maior número de parentes nos cargos de comando: seis.
O rei Abdullah Bin Abdulaziz Al-Saud é também o primeiro-ministro e comandante da Guarda Nacional Saudita e seus cinco irmãos ocupam cargos de príncipe da Coroa, vice-primeiro-ministro, ministro da defesa, ministro do interior, vice-ministro da defesa, governador de Riad e vice-ministro do interior.
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Os donos do mundo
Aparecem aqui dois casos notórios. Um é reinado mesmo, por dinastia.
O outro, por falta de democracia. Tratam-se respectivamente da Inglaterra e Cuba.
Na Grã-Bretenha, por suposto direito divino, desde 1953, ocupa o trono a mais antiga soberana viva do mundo, a Rainha Elizabeth II.
E na outra ilha, do Caribe, quem ocupou o comando em nome da Revolução Socialista, até outro dia, mesmo assim transferindo para seu irmão, foi o nosso conhecido Fidel Castro.
Vamos ver o caso de ambos:
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O reinado mais longo de uma rainha viva
Sua majestade, Rainha Elizabeth II, nascida em 21 de abril de 1926, tem o reinado mais longo de uma rainha viva: ela subiu ao trono em 6 de fevereiro de 1952, após a morte do rei George VI, seu pai, sendo coroada solenemente em 1953.
Em 1947, casou-se com Phillip, duque de Edimburgo, seu primo em terceiro grau. Um ano depois deu à luz o primeiro filho, Charles de Edimburgo, herdeiro do trono.
Teve ainda mais três filhos: Anne, a princesa real, Andrew, duque de York e Edward, conde de Wessex.
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Mais tempo no poder
Fidel Castro (Cuba), presidente do Conselho de Estado Cubano, foi o chefe de estado não pertencente à realeza a permanecer mais tempo no poder.
Ele foi líder político e revolucionário de Cuba de 28 de julho de 1959, quando seu movimento guerrilheiro liderado por Che Guevara derrubou a ditadura militar de Fulgencio Baptista na ilha, até 19 de fevereiro de 2008: 48 anos e 208 dias.
Fidel também é conhecido pelo discurso mais longo na ONU. No dia 25 de setembro de 1960 ele discursou por 4 horas e 29 minutos ininterruptos nas Nações Unidas, em Nova York.
Por fim, estabeleceu outro recorde mundial ao escapar a 638 tentativas de homicídio, a maior marca mundial de tentativas de assassinatos fracassadas tendo como alvo uma única pessoa.
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Perto dele Aerolula é lata-velha
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Acostumados a lamentar os 65 milhões de dólares dos nossos impostos que se transformaram no novo jato do presidente Lula, nós brasileiros vamos ter que nos consolar: isso não é lá muita coisa, ao lado do “aviãozinho” que a Airbus anda preparando, sob encomenda, para sua Alteza Real da Arábia Saudita. Conheça:
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O maior jato particular

Em novembro de 2007 foi anunciado que sua Alteza o Príncipe Real da Arábia Saudita Al-Waleed Bin Telal, da Arábia Saudita, havia encomendado o primeiro Airbus A-380 particular, por 300 milhões de dólares.
Com envergadura de 39,8 metros e peso máximo de decolagem de 560 toneladas, esse é o maior jato particular do mundo.
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