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21.06.2010

A TORTO & A DIREITO No 100

                    Coluna 100. Mastroianni, cadê o livro?

Muitos amigos e colegas de jornalismo, tal como meu companheiro de colunismo aqui no Direitoce, advogado André Studart, tem me incentivado a publicar em livro o melhor de A TORTO & A DIREITO, notadamente agora que atingimos, com esta, a coluna número 100.

Gostaria. Mas, me pergunto: como ficaria a questão legal referente à imensa maioria dos conteúdos aqui estampados, cuja autoria não me pertence. São matérias que vagam no espaço cibernético, muitas delas do maior valor criativo, mas de autores geralmente desconhecidos e que, num lance absolutamente válido do ponto de vista dos nossos leitores, trazemos ao seu conhecimento, para sua informação ou diversão. Do pó da Internet para o pó da Internet, são textos notáveis, mas sem pretensões a direitos autorais exclusivos.

Creio, no entanto, que apropriar-me desses “causos”, jogar o meu nome sobre uma coletânea impressa, pode mudar o rumo dessa ausência de paternidade autoral. Das profundezas do anonimato, poderim surgir muitos “pais da criança” me complicando a vida. O que você acha? Pensando melhor: que diriam disso meus amigos advogados Ricardo Bacelar e Manoela Queiroz Bacelar, as grandes autoridades jurídicas locais em Direito Autoral? 

Se eles derem o sinal verde, vou conversar com o meu editor, advogado e jornalista Sabino Henrique. Por que não? Sendo assim, com vocês a coluna 100. Do sumo desse bagaço, quem sabe, um livro...

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        Advogado e judeu, imagine

 

Uma instituição de caridade nunca tinha recebido uma doação de um dos advogados mais ricos da cidade, um judeu... O diretor da instituição decidiu ele mesmo ir falar com o advogado. - Nossos registros mostram que o senhor ganha mais de R$ 3.000.000,00 por ano e mesmo assim nunca fez uma pequena doação para nossa caridade. O senhor gostaria de contribuir agora?

O advogado respondeu: - A sua pesquisa apurou que minha mãe está muito doente e que as contas médicas são muito superiores à renda anual da aposentadoria dela?

- Ah, não, murmurou o diretor. - Ou que meu irmão mais novo é cego e desempregado? Continuou o advogado. O diretor nem se atreveu a abrir a boca. - Ou que o marido da minha irmã morreu num acidente e deixou ela sem um tostão e com cinco filhos menores para criar.... falou o   advogado,  já com ar de indignação.

O diretor já se sentindo humilhado disse: - Eu não tinha a menor idéia de tudo isso. - E a sua pesquisa apurou que meu pai é diabético, cardiopata e que está na cadeira de rodas há mais de dez anos? - Não senhor ... - E foi, por acaso, verificado que eu tenho dois sobrinhos surdos-mudos?

Perguntou o advogado... Silêncio do diretor. - Além de tudo isso - disse o advogado - vocês já sabem que meu irmão mais velho pediu falência e perdeu todos os seus bens? - Não, absolutamente não, senhor! Respondeu o diretor totalmente envergonhado com o papelão que fazia.

- Pois então, disse o advogado, se eu não dou um tostão para eles, por que Eu iria dar para vocês!?

 

 

 

 

 

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                                            Máximas e mínimas                                                                     

  

“Mulheres são como traduções: as boas não são fiéis e as fiéis não são boas”. 

“Ninguém vencerá a  guerra dos sexos. Há muita confraternização  o entre os inimigos”. 

“Sogra é como onça:  todos tem que preservar, mas ninguém  quer ter em casa.” 

“Transar é arte, gozar  faz parte, engravidar é moda, assumir  é que é difícil!”.

“A diferença entre  uma mulher na TPM e um sequestrador,  é que com o sequestrador ainda existe uma possibilidade de negociação”. 

“Os problemas da vida são como um tarado bem dotado. É melhor enfrentar, porque se você virar  as costas, vai ser bem pior!”. 

“O Brasil é um  país geométrico... tem problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por um monte  de bestas quadradas.” 

“Casar é trocar a admiração de várias mulheres, pela crítica de uma só!”.

 

“O chifre é como  o consórcio... quando você menos espera  é contemplado”.   

“Homem feio é igual à ventania: só quebra galho”.   

“A diferença entre a mulher decidida e o homem mulherengo é que a mulher decidida está sempre pronta para o que der e vier, e o homem mulherengo está sempre pronto para quem vier e der”. 

“O que há em comum  entre um bolo queimado, cerveja estourada  no congelador e mulher grávida?  Nada; mas se você tivesse tirado antes nada disso teria acontecido”. 

                                                                               

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                                    Ato em cenário jurídico íntimo                                                             

“Desajeitado, o magistrado Dr. Juílson tentava equilibrar em suas as mãos, a cuia, a térmica, um pacotinho de biscoitos, e uma pasta de documentos.

Com toda esta tralha, dirigir-se-ia para seu gabinete, mas ao dar meia volta deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há sabe-se lá quantos minutos.

O susto foi tal que cuia, erva e documentos foram ao chão. O juiz franziu o cenho e estava pronto para praguejar, quando observou que a testa da mulher era ainda mais franzida que a sua.  

Por se tratarem de dois juristas experientes, não é estranho que o diálogo litigioso que se instaurava obedecesse aos mais altos padrões de erudição processual.   – Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende?   – Carente de ação?

Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja contestação.  

– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito.

E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente... Daí é que a execução fica frustrada. – Calma aí, agora você está apelando.

Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa.  

– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo.  

– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual.

Isso quando não embarga a execução.   Mas existia um fundo de verdade nos argumentos da Dra. Themis. E o Dr. Juílson só se recusava a aceitar a culpa exclusiva pela crise do relacionamento. Por isso, complementou:  

– Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes. 

Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor amigavelmente o litígio.  

– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa.   - Meu Deus!

Mas de minha parte não havia sequer suspeição!   – Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da minha mãe.  

E ao ver a mulher bater a porta atrás de si, Dr. Juílson fica tentando compreender tudo o que havia acontecido.

Após deliberar por alguns minutos, chegou a uma triste conclusão:  

– E eu é que vou ter que pagar as custas...”

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Texto Rafael Berthold, advogado (OAB-RS nº 62.120)

 

 

 

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    Quem tem o cachorro  mais esperto?  

Para  se exibir, o engenheiro  chama a sua cadelinha: - "Régua T", faça aquilo! Prontamente,  a cadela sobe numa  mesa, pega o papel,  caneta e desenha um  círculo, um quadrado  e um triângulo.

Todos,  assustados, concordaram que  era uma cadela bem  esperta...   Mas  o contador disse que  a sua fazia melhor.  Chamou sua cadelinha e disse:

-"Planilha", vai fundo! A  cadela entrou na cozinha  e de lá saiu com  12 biscoitos, os quais  dividiu em 3 pilhas  de 4. Ainda mais  assustados, todos concordaram  que aquilo era surpreendente...

Mas  o químico disse que  a sua era melhor... - "Molécula" , vai lá! A  cadela levantou-se, abriu  a geladeira, pegou um  litro de leite, um  copo de 300ml e  colocou exatamente 200ml  de leite nele sem  derramar uma gota sequer.   Silêncio... Todo mundo  ficou abismado...

Num  instante, alguém virou  para o advogado e  disse: -"E o seu cachorro,  o que faz?"

-"Processo", sua  vez! Processo  pulou do seu canto,  comeu os biscoitos,  tomou o leite, fez  cocô no papel desenhado,  transou e engravidou  as 3 cadelas, alegou  que havia trabalhado  muito e que os  filhotes que iriam nascer  não eram dele, cobrou  20% que lhe são  de direito, e por  fim protocolou uma petição  requerendo dos donos  dos outros cachorros  indenização por danos  morais e pessoais.

 

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                      Rico depois dos 60

Aquele jurista famoso nunca pensou que a partir dos 60 pudesse ter uma riqueza tão grande: Prata nos cabelos. Ouro nos dentes. Pedras nos rins. Açúcar no sangue. Chumbo nos pés. Ferro nas articulações e uma fonte inesgotável de gás natural..."                                                                           

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                                                Colaboraram para a coluna de hoje Marcus Soares,                                                          advogado em Fortaleza e José Torres,                                                                 jornalista em Caruaru/Pe.

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