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29.03.2010

A TORTO & A DIREITO No 87

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A TORTO & A DIREITO No 87 
 
 
Nada a comemorar

http://direitoce.com.br/images/stories/castello_branco_1o%20ditador_militar_1964.jpgHá precisamente 46 anos atrás, eclodia o movimento militar, com o apoio dos Estados Unidos e políticos e segmentos civis da direita que viria a se denominar a “Revolução de 31 de Março”, o que de pronto já era uma farsa, pois de fato, foi às ruas somente em 1º de abril, o Dia da Mentira. Na verdade, um golpe articulado pelo alto comando das Forças Armadas em combinação com governadores de oposição ao presidente democraticamente eleito, João Goulart, como Carlos Lacerda, do Rio, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo.

Para saudar a passagem da data, vamos postar na abertura de A TORTO & A DIREITO de hoje uma crônica, escrita pelo escritor pernambucano Antônio Falcão.

Publicado originalmente ontem (30/03) no Jornal do Commercio, do Recife, com o título “Não. Não dá para esquecer”. Neste texto o autor rememora fatos chocantes da tomada do poder na capital pernambucana, sede do IV Exército e centro de efervescência política, já que o estado era governado pelo político Miguel Arraes e se constituía em tradicional núcleo de esquerda, desde a criação das Ligas Camponesas, do deputado Francisco Julião, movimento rural de caráter popular inspirado na Revolução cubana.

 
Leia aqui:
                                                      
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  Não, não dá pra esquecer

http://direitoce.com.br/images/stories/ditadura_64_repressao_ruas.jpgNeste 1º de abril - para uns, dia da mentira -, faz 46 anos que as trevas enodoaram o País e respingaram na Nação. E, por mais que eu tente, não dá pra esquecer esse negrume. Sim, é-me proibitivo, não posso. Tampouco, em respeito à humanidade, devo deslembrar os execráveis 20 anos de ditadura.

Como banir da memória a estupidez da fuzilaria contra uma passeata de estudantes e populares na rua que veio a ser a Avenida Dantas Barreto do Recife? Lá, o Exército Brasileiro assassinou Jonas Albuquerque - adolescente que militava comigo na base comunista do Ginásio Pernambucano - e Ivan Aguiar, calouro da escola de engenharia, filho do finado companheiro Severino (um solidário abraço, Nadir).

É-me impossível olvidar que pessoas como Miguel Arraes, governador pernambucano, e Jango, presidente da República, foram expulsas pelos milicos golpistas desses cargos que ocupavam legalmente pela vontade do povo. Isso sem falar em mais políticos, líderes sindicais, estudantis e comunitários, todos comprometidos com a democracia e a liberdade, que seriam cassados, presos, mortos, postos no anonimato, refugiados em embaixadas...

http://direitoce.com.br/images/stories/46_anos_revolucao_01.jpgO que dizer das cenas selvagens contra o sexagenário Gregório Bezerra nas ruas de Casa Forte, onde um torpe tenente-coronel comandava o martírio que horrorizou pela tevê as populações recifense, brasileira e mundial?
 
Enquanto esse ato abjeto era perpetrado contra o ícone comunista, eu tentava em vão organizar a resistência ao golpe - sobretudo em Palmares, cidade ocupada desde o 1º de abril por um batalhão militar, sediado em Maceió. E, pasmem!, ingenuamente armado com um mísero Taurus 38, revólver ótimo pra caçar passarinho.
 
Dias depois, no xadrez do Hospital do Exército - onde fui torturado (viram isso, entre outros, o escultor Abelardo da Hora e o jornalista Milton Coelho da Graça) - ouvi uns oficiais falarem com indignação do suplício do honrado patriota Gregório, que neste 2010 faria 110 anos de existência, um homem "feito de ferro e de flor" no verso de Ferreira Gullar.
 
Com prisão preventiva decretada, homiziei-me em São Paulo, onde retomei contato com o Partidão. E dele passei a dissentir em 1967, quando Marighella e outros nomes de peso deixaram o comitê central pecebista pra aderir à luta armada, já que o regime militar se fechava ainda mais com o tempo e assim o exigia as circunstâncias políticas da esquerda de então.

http://direitoce.com.br/images/stories/tortura_pau_de_arara.jpgEm paralelo, entrei nas faculdades de ciências sociais da USP e de direito da PUC/SP. Numa, de memoráveis brigas com a polícia na rua Maria Antônia, noutra, celeiro de lideranças como Zé Dirceu e Travassos, perdi José Wilson Lessa Sabag e Carlos Eduardo Pires Fleury, ambos guerrilheiros, meus amigos, camaradas de ideal e colegas de curso.
 
Nessa fase, no Recife, para ferir Dom Helder, o padre Henrique foi morto pela polícia. Enquanto que em mim, como em Kafka, meu coração era um campo de batalha. E nele coabitavam militância de tarefas ousadas (tipo cooperar em assalto a banco), vida profissional, estudos, algumas mulheres, a nítida e (ainda hoje) intacta repulsa à opressão e aos opressores.

Assim, quando 1973 chegou, dei adeus às armas - com as guerrilhas quase extintas pela repressão -, vi crescer o "rabo de foguete" do samba de Chico, o rol de resistentes mortos e exilados, decidindo que o melhor era sair daqui e fui pra França. Inclusive pelo assassinato de Luiz José da Cunha, o Comandante Crioulo, que fora o meu amigo-irmão desde as escaramuças estudantis recifenses de 1960, a quem tantas vezes hospedei em Sampa e que, àquela altura, era o número um da ALN.

A clemência de 1979, bolada pela ditadura, foi aceita, sim. Só que anistia desse calibre é coisa que se recebe. Mas não se dá. Muito menos a algozes. Estes agiam em nome do Estado e, daí, devem responder a uma instância pública que efetive o direito à memória e à verdade histórica, podendo até reconciliar. Grosso modo, seria assim, mesmo sabendo que a maioria dos chefetes militares já morreu. Do contrário, nada de perdoar. E ninguém jamais vai esquecer o que esses gorilas fizeram com a nossa Nação.
afalkao@hotmail.com

(*) Antonio Falcão é escritor 

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Misericórdia, Fortaleza!

http://direitoce.com.br/images/stories/chacina_sangue.jpgA TORTO & A DIREITO tem se caracterizado por abordar assuntos mais amenos. Mas, atendendo ao imperativo de um pedido de amigo jornalista, residente em Fortaleza, hoje vamos tratar de sangue.

http://direitoce.com.br/images/stories/feb_soldado_baioneta.gifNão aquele sangue de heróis da história brasileira que era derramado por grandes causas, com o condão de modificar o curso dos acontecimentos, queimar etapas de evolução política e social, como, por exemplo, o sangue dos nossos pracinhas, que, na Itália, se imolaram pela Democracia, na batalha aliada, devolvendo ao mundo e ao país, em consequência, o império da lei e da ordem, com o fim da Ditadura de Vargas.


http://direitoce.com.br/images/stories/carlos_marighela.jpgOu mesmo o sangue, nem tão unanimemente aplaudido, de heróis das guerrilhas urbana e rural deflagradas por Marighelas, Lamarcas e Dilmas, anos mais tarde, na tentativa de devolver o país aos seus verdadeiros rumos de pátria livre e soberana, sob a égide da Constituição, contra a Ditadura Militar.


http://direitoce.com.br/images/stories/revolver_calibre_38.jpgVamos falar de um sangue inútil, um sangue sem causa, derramado todos os dias sobre o asfalto por inocentes vítimas do acaso. Gente que paga o preço tão somente do simples fato de existir, estar ali e agora, diante do arbítrio de bandidos, num jogo de porrinha de vida ou morte, escolhidos como alvo fatal de intentos malignos.


Refiro-me ao pobre cidadão ou cidadã de Fortaleza, essa cidade que, quando aqui cheguei para prestar vestibular, no início dos anos 60, era apenas uma pacata e provinciana capital, onde, depois das 5 horas da tarde, todos botávamos as cadeiras na calçada e íamos papear sob a aragem fresca que vinha do mar.


http://direitoce.com.br/images/stories/sangue_pingos_no_chao.jpgOnde se andava a pé, em perfeita segurança, por longos quarteirões, poupando a passagem dos ônibus, poucos e ruins. Onde se podia namorar nos bancos de praças e jardins, sair da última sessão de cinema e entrar pela noite na conversa boêmia dos TTs das madrugadas e Augustos Morcegos, na Praça do Ferreira.

Que se passa com esse novo inferno? Aquele mesmo jornal da TV Verdes Mares que, um dia, noticiava realizações do governo, obras edificantes, decisões do executivo e legislativo, ações de entidades públicas e privadas em benefício da população, não passa hoje de uma mera edição de luxo dos Barra Pesada, Rota 22 e Cidade 190 da vida, no canal de maior audiência da cidade.


http://direitoce.com.br/images/stories/marca_corpo_chao.jpgAliás, a questão midiática reproduz, a meu ver, a história do ovo da serpente. Não sei bem se a audiência do programa policial existe por causa do crescimento exponencial do crime ou se o crime não se nutre também, em sua origem, desse inconsciente coletivo criado nas camadas mais baixas da população pelos famosos “15 minutos de fama”, capazes de fazer de um simples marginal drogado com 5 reais de crack e pedalando uma Monark de segunda mão um poderoso Senhor dos Anéis do crime.

O 38 na mão do bandido tem o condão de redimi-lo, num passe de mágica, da impotência e fragilidade da sua condição de analfabeto, faminto, grosseiro, racialmente e socialmente inferior, despossuído.


http://direitoce.com.br/images/stories/marcela_nobrega_montenegro_%20empresaria_baleada_08.03.2010.jpgQuantos anos de educação, evolução espiritual, estudos, sentimento e civilização não separavam o criminoso “Buiú” da empresária Marcela Montenegro? Uma ponte com dois extremos de eternidade.
 
Tentemos reproduzir pelas aparências: ela, uma mulher linda, com bom berço de classe média alta, educação primorosa, boas companhias, futuro promissor, carro de luxo novinho, uma bolsa possivelmente bem dotada.

Ele, a cara e a coragem. Valendo mais pelo mal que pudesse praticar que pelos valores da boa convivência com a sociedade.
 
http://direitoce.com.br/images/stories/buraco_de_bala_vidro.jpgNada justifica o crime, mas diante de qualquer esboço de reação, o desfecho é inevitável. Na realidade, e naquelas circunstâncias, só a jovem senhora tinha o que perder.

Na roleta russa em que se está transformando cada esquina desta insegura capital, penso que o pouco que resta de segurança ao cidadão é a sua aparência de desinteressante, de pessoa de posses mínimas, sem um carrão de marca, do ano.
 
Na amostragem, para efeito da escolha do alvo pelos bandidos, você apareceria, então, como peixe pequeno, pelo qual não se justificaria o risco do bote de um bandido predador, senhor absoluto da situação.

E assim, feliz pelos nossos pneus estarem na última lona, a lataria do carro apresentar os primeiros amassos e pontos de ferrugem, avançamos incólumes para a batalha diária em que se transformou levar a esposa ao trabalho, deixar os filhos no colégio ou trafegar num dos muitos pontos negros a caminho de casa, do supermercado ou dos negócios.

E a esperança de que a Ronda ia mudar tudo isso, para onde foi? Cadê o jogo duro com os bandidos que devolveu a Nova York, uma das maiores metrópoles do mundo, a condição de cidade civilizada.
 
 
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 Quando lá estive, em 1975, ninguém se arriscava a sair do hotel, a não ser em grandes grupos. Parecia um monte de escoteiros se arrastando pela Quinta Avenida, alguns até de braços dados. “Sempre alerta!”.

Depois, veio a maior operação de que se tem notícia na história policial americana, onde os fundamentos foram postos no combate à corrupção na própria máquina política e policial, ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Os resultados foram auspiciosos. Hoje, você passeia sozinho pelas alamedas do Central Park.

“Pelo amor dos meus filhinhos”, como diria aquele histérico locutor esportivo, não vamos entregar a rapadura da causa da segurança ao bando do mal. Há causas sociais no crime? Há. Não se muda isso da noite para o dia.

Aliás, nesse capítulo, a coisa só tende a se agravar, com Fortaleza situada entre as quatro cidades brasileiras de maior desequilíbrio entre ricos e pobres, só comparável a cidades da Nigéria e do Sul da África.

http://direitoce.com.br/images/stories/perfuracao_tiro_sangue.jpgMas deve haver e pode haver mudanças na repressão ao crime. Se não podemos extirpar o tumor, vamos aliviar a dor, pelo menos. Não pode ser tão difícil promover uma limpeza sistemática de marginais nas áreas de risco. Qualquer policial, por mais novato que seja, sabe bem quem são essas figuras manjadas.

O problema é que, pelas fendas da lei, pelas deficiências do sistema prisional, as ruas são diariamente realimentadas por essas figurinhas carimbadas do crime. Esses deuses de barro das nossas centenas de favelas, armas na mão e ódio na cabeça, dispostos a entrar no estrelato da imagem de TV nem que seja pela câmera escondida do sistema de segurança ou do CTAFor.

Viram a ousadia dos autores da saidinha que assaltaram e balearam um aposentado que acabara de receber sua gratificação na boca do caixa, em um banco do Centro? Eles acompanham a vítima até o interior de uma lanchonete e balearam o senhor e roubaram o dinheiro à vista de todos. O ladrão passou lindo, leve e solto na frente da câmera e, ainda hoje, não parece ter sido identificado.

Pior só mesmo os facínoras que, em crimes de seqüestro, pedem o resgate, embolsam a bolada e ainda matam a vítima. Nessa hora, em nome da misericórdia divina, pergunto: “Até onde vamos, Fortaleza?”.

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Colaborou na coluna de hoje Ayrton Rocha, jornalista, cantor e compositor, residente em Fortaleza/Ce; e José Torres, jornalista, residente em Caruaru/Pe.

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COMENTÁRIO - URGENTE
 
Recebemos hoje (29.03.2010) e publicamos abaixo, na íntegra:

Caro Giacomo Mastroianni,
 
Muito verdadeiro, oportuno e bem contextualizado este seu texto. É uma pena que seja sobre um tema que não gostaríamos de estar tratando. Sexta-feira última, a exemplo da Marcela, a minha esposa quase contribui para aumentar está estatística nefasta. Ao sair do Bompreço, onde seu carro estava estacionado, lembrou-se que  o estoque de fraldas da nossa neném, que completou um ano semana passada, estava perto de acabar. 

Como mãe zelosa, resolveu aproveitar para comprar mais fraldas, já que do outro lado havia uma opção. Eis que, ao ir entrando no estabelecimento, inesperadamente alvejam um jovem que estava ao lado dela entrando no seu carro. Por pouco, a troca de tiros entre bandidos e policiais não a acerta. Liga-me apavorada do interior da loja.  Eu – que estava num almoço de negócios –pedi para que ela ficasse no fundo do estabelecimento esperando a chegada da polícia e, depois, saísse imediatamente do local. Ela lembrou que eu dissera há pouco tempo que ela deveria evitar aquela aérea do Papicu, nas proximidades da Av. Santana Júnior. Mas eu também faço o mesmo alerta em relação a ir pegar amigos no aeroporto, (em função da Raul Barbosa, cartão de visita de quem chega na nossa Capital), trechos da Santos Dumont. Frei Mansueto, Via Expressa e por aí vai...

Daqui a pouco, não teremos mais como nos locomover na cidade, pois em qualquer esquina poderemos pisar em uma mina...
 
Mas o que esperar de uma cidade cada vez mais violenta, mesmo porque está inchando. Que tem três polícias (antes eram duas), rachadas entre si? Acho até importante o reforço que tivemos com a efetivação do “Ronda”. Mas se não resolvermos essas diferenças internas das nossas polícias, a tendência são as coisas piorarem. Enquanto isso, continuamos como alvos fáceis da bandidagem, como se fôssemos aqueles patinhos que giram em parques de diversões como alvo das velhas espingardas de chumbo... O pior é que os calibres que os marginais usam são bem mais potentes do que aqueles chumbinhos contidos nas espingardas de ar comprimido... Às vezes muito mais potentes e sofisticadas do que as armas usadas pelos nossos policiais.

É triste meu amigo.

Grande abraço,
 
Marcos André Borges
Jornalista
Fortaleza/Ce
 
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                                                COMENTÁRIO No. 2 – Urgente
 
Do jornalista carioca Jonas Vieira (Rádio Roquete Pinto) dirigido a Ayrton Rocha, autor da pauta, da matéria acima, residente em Fortaleza:

"O artigo do Giacomo, que não tenho o prazer de conhecer, pessoalmente.  Ayrton, é exato. Ele, inclusive, toca numa premissa a que tenho recorrido muito, o problema da imprensa dando ampla cobertura (espaço) à bandidagem tanto nos jornais, nas emissoras de rádio e, sobretudo, na televisão.

No caso da televisão, o caso é ainda mais grave, por  além do amplo espaço sensacionalista dedicado todos os dias ao crime, ela projeta, também diariamente, filmes em que a violência e o sexo predominam na maioria de suas cenas, influenciando, é óbvio, o  público televisivo, em particular as camadas mais carentes da população, que não têm nem podem ter discernimento para não se deixar contaminar pelas baixarias exibidas, com riqueza de detalhes,  pelos televisores.

Para mim, este é um dos fatores que mais tem contribuído para o crescimento da violência, juntamente com a ausência de uma ação efetiva das autoridades, acrescida da impunidade reinante na justiça brasileira, soltando criminosos com fichas repletas de crimes, repetidos não apenas uma ou duas vezes, o que já é um excesso, mas inúmeras vezes.

Some-se a esse quadro tenebroso a praga das drogas, e está montado o cenário completo para o desempenho avassalador para o desempenho da hidra que inferniza as cidades e a vida de todos nós.

O Rio, felizmente, iniciou um combate duro e eficaz contra a violência, com a polícia expulsando os traficantes de todos os redutos dos criminosos na zona Sul ( a maioria,  favelas, devendo agora agir na zona Norte da cidade).  A Cidade de Deus, na zona Leste, antes uma área violentíssima, também foi contemplada, com êxito incontestável.  Os resultados têm sido promissores.

Por que o governo do Ceará não faz o mesmo ou adota um tratamento parecido em Fortaleza ? Está esperando o quê ? Pela reencarnação de Hércules ?

P.S. - No meu programa deste domingo, citando você, comentei o assunto. Assombroso.

Demorado abraço,

Jonas Vieira
Jornalista
Rio" 
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                                                       Postado às 03h:33min de 30.03.2010
 
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                                                          COMENTÁRIO No. 3 – Urgente


“Quando Jonas falou do espaço que é concedido a esse tipo de noticiário pelas Tvs da vida ou emissoras de rádio, lembro que, quando trabalhei na Rádio Clube de Pernambuco, Depto. de Jornalismo, a matéria policial vinha em última instância.

Só se abria espaço generoso quando o assunto realmente tinha tocado de perto a sociedade. Por exemplo, o escândalo da mandioca com o Major Ferreira à frente. Hoje, a troco do quê, não sei dizer, TVs e emissoras de rádio exploram exaustivamente o noticiário policial.

O que é lamentável.”

Um abraço do
José Torres
Jornalista
Caruaru/Pe

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                                                       Postado às 15h:45min de 30.03.2010
 
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