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05.03.2010

A TORTO & A DIREITO No 82

 

http://direitoce.com.br/images/torto%20e%20direito%20mastroianni.jpg
   
A TORTO & A DIREITO No 82
 

Nem assassinato nem suicídio,

antes pelo contrário


 
http://direitoce.com.br/images/stories/espingarda.jpgNo jantar de premiação anual de Ciências Forenses, em 1994, nos Estados Unidos, o perito médico-legista dr. Don Harper Mills impressionou o público com as complicações legais de uma morte bizarra.

A história quem nos remete hoje é o leitor pernambucano Erasmo Gonçalves dos Santos, nosso conterrâneo de Caruaru, hoje residente em Maceió, Alagoas.

 
E aqui está ela:

 

 

O homem que matou a si mesmo


http://direitoce.com.br/images/stories/velho_espingarda_05.03.2010.jpgEm 23 de março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que a causa da morte fora um tiro de espingarda na cabeça. O Sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo suicidar-se.

Ele deixara uma nota de suicídio confirmando sua intenção. Mas quando estava caindo, ao passar pelo nono andar, Opus foi atingido por um tiro de espingarda na cabeça, que o matou instantaneamente.

O que Opus não sabia era que uma rede de segurança havia sido instalada um pouco abaixo, na altura do oitavo andar, a fim de proteger alguns trabalhadores. Portanto, Ronald Opus não teria conseguido consumar seu suicídio como pretendia.

O Dr. Mills relata que "quando uma pessoa inicia um ato de suicídio e consegue se matar, sua morte é considerada suicídio, mesmo que o mecanismo final da morte não tenha sido o desejado."

Mas o fato de Opus ter sido morto em plena queda, no meio de um suicídio que não teria dado certo por causa da rede de segurança, transformou o caso em homicídio.

O quarto do nono andar, de onde partiu o tiro assassino, era ocupado por um casal de velhos. Eles estavam discutindo em altos brados e o marido ameaçava a esposa com uma espingarda. O homem estava tão furioso que, ao apertar o gatilho, o tiro errou completamente sua esposa, atravessando a janela e atingindo o corpo que caía.

http://direitoce.com.br/images/stories/cartuchos_cbc_em%2005.03.2010.jpgQuando alguém tenta matar a vítima "A", mas acidentalmente mata a vítima "B", esse alguém é culpado pelo homicídio de "B". Quando acusado de assassinato, tanto o marido quanto a esposa foram enfáticos, ao afirmarem que a espingarda deveria estar descarregada.

O velho disse que tinha o hábito de ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada durante suas discussões. Ele jamais tivera a intenção de matá-la. Portanto, o assassinato do sr. Opus parecia ter sido um acidente, ou seja, ambos achavam que a arma estava descarregada. Logo, a culpa seria de quem carregara a arma.

A investigação descobriu uma testemunha que vira o filho do casal carregar a espingarda um mês antes. Foi descoberto que a senhora havia cortado a mesada do filho, e este, sabendo das brigas constantes de seus pais, carregara a espingarda na esperança de que seu pai matasse sua mãe.

http://direitoce.com.br/images/stories/martelo_do_juiz_novo_fev_2010.jpgO caso passa a ser, portanto, do assassinato do Sr. Opus pelo filho do casal. Todavia, as investigações levaram à descoberta de que o filho do casal era, na verdade, Ronald Opus.
 
Ele se encontrava frustrado por não ter até então conseguido matar sua mãe.
 
Por isso, em 23 de março, ele se atirou do décimo andar do prédio onde morava, vindo a ser morto por um tiro de espingarda quando passava pela janela do nono andar.

Ronald Opus havia efetivamente assassinado a si mesmo!

Por isso, a polícia encerrou o caso como suicídio.

Interessante, não?

                                                                             
                         
 

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                                                                           Tostão marca seu maior gol de placa


http://direitoce.com.br/images/stories/tostao_gol_copa-1970-%20brasil%20x%20italia_pele.jpgEm setembro do ano passado, o presidente Lula estava em negociações para definir o prêmio para os jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor poderia chegar a 465 mil reais. O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociavam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valeria inicialmente para os ex-jogadores de 1958 e se estenderia, posteriormente, a quem atuou nos mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002.

Reunião na Casa Civil discutia as cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um girava em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria.

Desconhecemos, pessoalmente, o desfecho desse assunto. Importante é analisar o posicionamento do ex-jogador Tostão, comentarista esportivo, escritor e médico, e que foi publicado em vários jornais do Brasil, na época.

Transcrevemos hoje para nossos leitores, lembrando que A TORTO & A DIREITO já focalizou outra importante atitude, no gênero, assumida pelo líder revolucionário brasileiro comunista Luiz Carlos Prestes e sua filha Anita Leocádia,  esta em carta, enviada ao jornal O Globo.
 
Leia o que escreve agora Tostão:

“Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas. Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

http://direitoce.com.br/images/stories/tost%E3o_hoje_05.03.2010.jpgO governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma?
 
Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo.
 
Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.

Ainda bem que a Justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
 
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Tostão  

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                                                                 Vaga milagrosa

                                                          Mais uma piada de advogado
 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/mercedes_benz_01.jpgO advogado estava chegando tarde a uma importante reunião no seu escritório e não encontrava estacionamento. Levanta as mãos ao céu, fecha os olhos e diz:

- “Senhor, por favor, me arruma um estacionamento e te prometo que irei à missa todos os domingos, o resto da minha vida, deixo as prostitutas, o álcool e as drogas. Além disso, não transarei mais com a minha secretária casada, pobrezinha”.
 
Nesse instante, milagrosamente, aparece um lugar para estacionar na porta do edifício, o sujeito estaciona e diz:

- “Não se preocupe mais Senhor, achei uma!”


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                                                                                          Alvará de soltura
 
 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/homem_na_coleira.jpgO leitor Abynadá Lyro, residente em Maceió, manda modelo de petição doméstica que ele chama de “Vale Night”. Uma carta de alforria a ser concedida (ou não) pela Autoridade Máxima, liberando “em regime semi-aberto” o companheiro para uma circulada “pela aí”.
Lápis e papel na mão, preencha e... Boa Noite!


Formulário para sair sozinho e chegar tarde
 
 
Minha caríssima esposa/companheira/namorada/paquera/ficante, ...............................................

Pela presente, solicito humildemente autorização a V.Sa., Autoridade Máxima na minha vida, para me ausentar no seguinte período:

Data: ............../........../..................

Hora de saída: .................

Hora de Regresso:.................

http://direitoce.com.br/images/stories/feia_do_zorra_total.jpgEm caso de atendimento à solicitação, juro solenemente pelo presente documento visitar unicamente os lugares referidos abaixo. Igualmente, comprometo-me a não falar com outra mulher além das listadas abaixo, sem obter autorização verbal com um mínimo de uma hora de antecedência. Não desligarei o celular depois de duas bebidas, nem deverei consumir acima do nível de álcool abaixo autorizado, sem antes chamar um táxi. Entendo que mesmo que esta
autorização seja concedida, a Autoridade Máxima conserva o direito de se chatear comigo durante a semana imediatamente posterior sem necessidade de justificação para tal,
porém em silêncio.

Quantidade de álcool autorizada:...........................................................................

Lugares de visita autorizados:................................................................................

Mulheres que posso encontrar:..............................................................................

http://direitoce.com.br/images/stories/pedro_com_chips.jpgDeclaro conhecer quem manda em nossa relação que não sou eu. Prometo cumprir as regras, normas e procedimentos que a Autoridade Máxima estabelecer como condições para a presente solicitação. Prometo, do mesmo modo, dormir num banco de praça no caso de não regressar para casa até a hora autorizada acima.
 
De volta à casa, prometo que não me chatearei com reclamações e ofensas pois não surtirão efeito na minha mente confusa.
 
Prometo, também, que não entrarei em discussões profundas com a Autoridade Máxima.

Entendo que o armário, o aparador, o balde da roupa suja, o frigorífico e a máquina de lavar roupa não são lugares autorizados de necessidades urinárias.

 
 
Ass. - ____________________________________________________________________-
 
A solicitação é

 

 


CONCEDIDA                                                              NEGADA
                                                                                          
Esta decisão não é susceptível de negociação.

............................................................................................................................................

Autorizo meu marido: ____________________________________________________



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