Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
    

Hoje no Ceará


Blogs


 

Colunistas



27.01.2010

A TORTO & A DIREITO No 72

 

http://direitoce.com.br/images/torto%20e%20direito%20mastroianni.jpg
   
A TORTO & A DIREITO No 72
                   
Canal livre de expressão


http://direitoce.com.br/images/stories/picoles.jpgEstá chegando onde eu sempre quis: A TORTO & A DIREITO, que já nasceu a quatro mãos, pertence cada dia mais aos leitores/colaboradores do que a mim próprio. Juro que fico bastante encabulado com os elogios, porque 90% do que aqui publicamos é conteúdo de terceiros e nunca escondo esse fato.

http://direitoce.com.br/images/stories/carrinho_de_sorvete.jpgAí, na minha obrigatória modéstia, chego para um leitor do nível de um Osvaldo Araújo, economista, por muitos anos diretor de um jornal da importância do O Povo, de Fortaleza, e, diante de seu incenso,  digo: - Osvaldo, querido, é preciso que vocês saibam que uso pouco meus neurônios para escrever a coluna. Peço emprestado a maior parte do que vejo por aí de mais interessante. Aí, ele replica: “- Então, parabéns como editor, por saber colocar em destaque sempre assuntos cativantes. Tem mérito, sim!

– Ok, Osvaldo, você venceu. Como editor mereço algum confete, porque realmente estou ligado no compromisso de um texto leve e atrativo. E uma produção constante.

Por outro lado, as contribuições, às vezes, me chegam sob a forma de filmes na Internet. Ou mesmo fotos de fatos jornalísticos chocantes (veja a reportagem fotográfica de hoje sobre Costa Rica).Um exemplo: acho que, ao menos uns dez leitores, já me sugeriram “botar no ar” nesta coluna o filme do vendedor de sorvetes da Praia do Futuro, em Fortaleza. E por que não?!

Então, acesse o link abaixo e curta esse cearense tagarela, “Homem de Marketing do Ano”:
 
Clique AQUI (Vendedor de Sorvetes da Praia do Futuro - Fortaleza/Ce)
 


 
  )------------------------------------(
                             
 
   Crime ecológico hediondo

http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_praia_do_forte-petrobras.jpgQuem ainda não conhece precisa conhecer o projeto Tamar, que a Petrobras desenvolve, há mais de 10 anos, na praia do Forte, no litoral Norte da Bahia. Trata-se do maior esforço de preservação da vida marinha empreendido em nosso país, através da proteção à desova e reprodução das tartarugas. Um trabalho rigoroso de acompanhamento por biólogos e zootécnicos, com investimentos consideráveis nesse e em outros pontos do litoral brasileiro.

Pois bem, o contraponto deste tremendo carinho dos cientistas brasiliros são imagens dolorosas que vamos exibir em seguida em A TORTO & A DIREITO de hoje. Com o título “Enquanto isso...” veja o que fazem os nativos de Costa Rica, na América Central, com as primas de nossos animais: catam nas praias e comem-lhe todos os ovos, impedindo a sua procriação. Uma carnificina.
 
Vendo o projeto Tamar na Bahia e os nativos da Costa Rica, reafirmamos a força da expressão "O que dá pra rir, dá pra chorar!".
 
)------------------------------(
 
 
Enquanto isso...
 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_deles_001.jpg
 
 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_deles_002.jpg
 
 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_deles_003.jpg 
 

 
http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_deles_005.jpg
 

 
 
http://direitoce.com.br/images/stories/tamar_deles_006.jpg 
 
 
)--------------------------------------------------------(
                            
 
Juiz comenta inconfidência de Boris Casoy


http://direitoce.com.br/images/stories/boris%20casoy.jpgO juiz William Douglas, em artigo assinado na imprensa, externou seu ponto de vista sobre as declarações infelizes que “vazaram” no ar, emitidas pelo apresentador e jornalista Boris Casoy.

William Douglas é juiz federal com mestrado em Direito e pós-graduação em Políticas Públicas e Governo.
 
Atua também como professor em cursos de extensão em Direito e preparatórios para concursos.
 
É autor de vários livros com dicas para passar em concursos públicos. O que ele disse, veja aqui:


 
 
)-------------------------------------------------------(

 
O quanto de Boris Casoy existe em você? 

 
http://direitoce.com.br/images/stories/lixeiro_chuta_tv.jpg“Após ouvir lixeiros desejarem ´Feliz 2010`, Boris Casoy disse ´- Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras... (risos) ... Dois lixeiros... O mais baixo da escala do trabalho.`

O episódio chocou. As reações que está sofrendo são exageradas? Ou ele as merece? Os lixeiros desejaram a todos (inclusive a ele, portanto) ´paz, saúde, dinheiro, trabalho` e o que se seguiu foi, usando sua terminologia, ´uma vergonha`.

O pedido de desculpas, protocolar, não teve eficácia, talvez até o contrário. A oposição entre a imagem do apresentador e o comentário em off, revelador de uma visão elitista e preconceituosa, frustrou a ideia de respeito a todos e ao telespectador (imaginem o filho de um gari ouvindo isso). A rudeza dos comentários não se resolve por ter sido um acidente e não é fácil pedir desculpas pelo que se é ou pensa. Contudo, até que ponto a diferença entre nós e o Boris reside apenas no azar que ele deu pelo vazamento? O quanto de Boris existe em cada brasileiro?

Quando alguém se refere ao ponto "mais baixo na escala do trabalho" pode estar se referindo ao conteúdo moral ou social da atividade (como, por exemplo, criticar o tráfico ou a agiotagem), pelos riscos ou pela remuneração reduzida. A atividade de lixeiro não é nociva à sociedade. Nocivo seria, para a saúde e meio ambiente, que eles não atuassem. Como o risco não é tão grande, por eliminação, resta a remuneração.
 
http://direitoce.com.br/images/stories/lixeiros_concurso_conlurb.jpgE aí reside um preconceito que resiste: julgar a dignidade das pessoas, ou das profissões, de acordo com sua remuneração. Há que se reconhecer que nem sempre existe equilíbrio entre a importância social de uma função e os ganhos que esta proporciona. E não se pode confundir o desejo de melhorar de vida ou ganhar mais, e a admiração por quem logra isto, com uma postura de menoscabo com as funções menos rentáveis.

Todo trabalho é digno. O que existe, em cada ofício, são pessoas que agem bem e outras não. Existem servidores públicos, CEO's, lixeiros, jornalistas e juízes dignos e indignos, o que se define pela forma como exercem sua atividade. Mais que isso, Jesus dizia que ´a vida do homem não consiste na abundancia dos bens que possui´.

Se você, leitor, julga alguém melhor ou pior levando em consideração o quanto a pessoa ganha, ou como se veste, ou onde mora, é preciso reconhecer que em você há, escondido, um pouco desse lado sombrio que o Boris revelou ter. Talvez o lado positivo desse episódio seja a reflexão sobre até que ponto ele não revela nossos preconceitos em off.

http://direitoce.com.br/images/stories/vassoura_danca.jpgCamila Pitanga, que faz o papel de uma faxineira na novela global, afirmou que anda pelo estúdio sem ser cumprimentada quando está com os trajes da personagem. Feliz pelo papel ser convincente, não deixou de anotar como é estranho ficar´invisível`, Esse fenômeno já foi objeto de estudo por um professor da USP que, vestido de faxineiro, ficou "invisível" na universidade, por anos. Em suma, quem deixa de ver o faxineiro, não deixa de ter seu lado Boris. Não que o Boris seja de todo mal, ele não é. Ninguém é. Somos todos humanos, com nossos lados luminosos e sombrios.

Boris também errou ao analisar a função de lixeiro. Os ´garis` são figuras simpáticas à população, vivem de bom humor e, ao lado dos carteiros, têm índices de aprovação e confiança que fazem corar os Poderes, a igreja e a imprensa. Infelizmente, estas instituições não são eficientes para limpar seus respectivos ´lixos` como os garis o são com o lixo que lhes cabe. Por fim, não esquecer que - com seu jeito e ginga - um gari ilustra o vídeo institucional da bem sucedida campanha ´Rio 2016`. No Rio, os concursos para gari são concorridíssimos.

Certa vez, fui a uma festa na casa de um Procurador do Ministério Público do Trabalho (negro e onde grande número de convidados eram afrodescendentes). Fui com meus dois filhos e a babá do mais novo. Ela, negra, não está acostumada a ir a festas com tantas pessoas da sua cor. Em restaurantes e colégios caros, só para dar dois exemplos, é raro encontrar pessoas negras. Depois da festa, perguntei à babá o que ela achou e sua resposta foi: ´Achei muito diferente, Dr. William. As pessoas olhavam para mim!`. De fato, quem reparar vai ver quantos ignoram os trabalhadores mais humildes, quando não chegam a destratá-los. Naquele ambiente raro, a jovem experimentou a ´não invisibilidade`.

E você, leitor? Cumprimenta seu lixeiro? O garçom? A babá da vizinha? O porteiro? Você os vê? Aquele áudio procura você. Se você se julga, ou julga os outros, por quanto ganha, por qual carro tem, ou se não tem um, então o episódio pode revelar esse lado do Boris em seu cotidiano. Melhor que apenas discutir o que fez o Casoy é também questionarmos até que ponto reconhecemos o valor de todo e qualquer trabalho honesto.”
 
 
)------------------------------------------------------------------------------------------------------------(
     
        -Colaboraram hoje Giacomo Mastroianni Tertius, jornalista de Salvador
 -e José Torres, jornalista de Caruaru/Pe

Envie seu comentário:












Comentários


Mais artigos deste colunista