27.01.2010

Está
chegando onde eu sempre quis: A TORTO & A DIREITO, que já nasceu a
quatro mãos, pertence cada dia mais aos leitores/colaboradores do que a
mim próprio. Juro que fico bastante encabulado com os elogios, porque
90% do que aqui publicamos é conteúdo de terceiros e nunca escondo esse
fato.
Aí,
na minha obrigatória modéstia, chego para um leitor do nível de um
Osvaldo Araújo, economista, por muitos anos diretor de um jornal da
importância do O Povo, de Fortaleza, e, diante de seu incenso, digo: -
Osvaldo, querido, é preciso que vocês saibam que uso pouco meus
neurônios para escrever a coluna. Peço emprestado a maior parte do que
vejo por aí de mais interessante. Aí, ele replica: “- Então, parabéns
como editor, por saber colocar em destaque sempre assuntos cativantes.
Tem mérito, sim!
Quem
ainda não conhece precisa conhecer o projeto Tamar, que a Petrobras
desenvolve, há mais de 10 anos, na praia do Forte, no litoral Norte da
Bahia. Trata-se do maior esforço de preservação da vida marinha
empreendido em nosso país, através da proteção à desova e reprodução
das tartarugas. Um trabalho rigoroso de acompanhamento por biólogos e
zootécnicos, com investimentos consideráveis nesse e em outros pontos
do litoral brasileiro.
O
juiz William Douglas, em artigo assinado na imprensa, externou seu
ponto de vista sobre as declarações infelizes que “vazaram” no ar,
emitidas pelo apresentador e jornalista Boris Casoy.
“Após
ouvir lixeiros desejarem ´Feliz 2010`, Boris Casoy disse ´- Que merda!
Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras...
(risos) ... Dois lixeiros... O mais baixo da escala do trabalho.`
E
aí reside um preconceito que resiste: julgar a dignidade das pessoas,
ou das profissões, de acordo com sua remuneração. Há que se reconhecer
que nem sempre existe equilíbrio entre a importância social de uma
função e os ganhos que esta proporciona. E não se pode confundir o
desejo de melhorar de vida ou ganhar mais, e a admiração por quem logra
isto, com uma postura de menoscabo com as funções menos rentáveis.
Camila
Pitanga, que faz o papel de uma faxineira na novela global, afirmou que
anda pelo estúdio sem ser cumprimentada quando está com os trajes da
personagem. Feliz pelo papel ser convincente, não deixou de anotar como
é estranho ficar´invisível`, Esse fenômeno já foi objeto de estudo por
um professor da USP que, vestido de faxineiro, ficou "invisível" na
universidade, por anos. Em suma, quem deixa de ver o faxineiro, não
deixa de ter seu lado Boris. Não que o Boris seja de todo mal, ele não
é. Ninguém é. Somos todos humanos, com nossos lados luminosos e
sombrios.