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16.01.2010

A TORTO & A DIREITO No 66


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A TORTO & A DIREITO No 66

Um carrão faz parte do Vademecum

http://direitoce.com.br/images/stories/rolls_royce-2.jpgUm comentário que qualquer turista logo faz ao desembarcar em nossa capital, Fortaleza, diz respeito à quantidade extraordinária de carros grandes, importados, que dispomos em nossa frota.
 
É a velha história do distintivo social. Se no passado um bom sobrado na Rua Major Facundo ou um bangalow em Jacarecanga se constituíram referencial para nossos avós, hoje um bom 4x4 Toyota, Mitsubishi ou Hyundai faz as vezes de carteirinha do clube dos vitoriosos. Um BMW ou Mercedes, então, nem se fala. Você transforma-se  num pós-graduado do  sucesso. Imagine!

Ser sócio do Ideal, Náutico ou Iate virou muito pouco diante de um veículo que você pode desfilar por ruas e avenidas, estacionar na porta do Fórum e, de fato, exibir por aí suas credenciais de profissional acima da linha d´água.

A pergunta é: sempre foi assim? Quase. Um episódio interessante a respeito é contado no livro “Chatô – O Rei do Brasil”, de Fernando Morais. Assis Chateaubriand era um dos mais prestigiados advogados do Brasil e, nessa fase, acabara de chegar ao Rio, vindo do Recife, para constituir banca.

“Seu companheiro inseparável passou a ser o jovem engenheiro Eugênio Gudin, diretor da Brazil Railway, com quem dividia diariamente um assento nos bondes cariocas. Os dois haviam-se conhecido anos antes em Pernambuco, quando Gudin dirigiu a instalação das linhas da Pernambuco Tramway & Power e foi em meados de 1918 que Gudin ouviu o amigo falar, pela primeira vez, de seus planos para o futuro.

http://direitoce.com.br/images/stories/rolls_royce_white.bmpChataubriand havia pedido seu aval para um empréstimo que tomara no Banco Germânico. O dinheiro, confessou, seria utilizado na compra de um luxo descabido para a época: um automóvel. Mais precisamente, uma espetacular baratinha Panhard Levassor francesa  com carroceria desenhada por Labourdette, que ele vinha cobiçando desde que fora lançada na Europa. Cauteloso, Gudin perguntou se não seria imprudência tomar dinheiro emprestado para dissipá-lo na compra de um carro de luxo. Como a advertência vinha do avalista, Chateaubriand sentiu-se na obrigação de ser sincero: - Seu Gudian, eu só advogo para ganhar dinheiro e comprar um jornal. Acha que andando de bonde e fazendo vida de classe média inspiro confiança aos acionistas da futura gazeta?”

Aí vem onde quero chegar:

“- O carro próprio é hoje o melhor índice de prosperidade. O importante não é ter dinheiro, mas transmitir a ilusão de que ele não anda longe de mim.

Diante do espanto de Gudin, arrematou teatral:

- A fortuna não anda mais a pé. Mas de automóvel. E se for uma Panhard, tanto melhor. As sociedades vivem de mitos. Quero que a burguesia alimente o mito da minha petulante fortuna, porque é dessa burguesia que precisarei muito em breve.

Gudin deu o aval, mas não conseguiu guardar o segredo. Logo circulava pela praça a notícia de que Chateaubriand queria montar ou comprar um jornal.”


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                                                           Estamos em ano de eleição

 
                                                         Veja aqui em quem não votar
 
 
Senhores ministros do TSE e desembargadores do TRE, aquietai-vos. Esses foram candidatos na eleição passada e, provavelmente,  escoimados pelo rigoroso filtro da formação política do eleitorado nacional.  Agora, é torcer para novas legiões de brasileiros e brasileiras desse nível não se apresentem em outubro próximo, pois de palhaços o circo já está cheio.
 
 
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Direito de Resposta
 
 
Recebemos de Ayrton Rocha e publicamos, já que ele arguiu o Direito de Resposta, consagrado na legislação: 
 
 
"Amigo muito querido Giacomo Mastroianni.
 
Que nos perdoe Nelson Cavaquinho, mas as rugas, nunca jamais, fizeram residência no meu e no teu rosto. Até porque, rosto de poeta não tem rugas! Tem dores, sofridas por tantos amores.

O rosto do poeta é o coração ansioso por amor. É a alma sofrida de dor que ainda consegue respirar o perfume da flor, sentindo a partida da rosa que nunca mais voltou.

O rosto do poeta, são lágrimas sofridas, de uma vida que passou.

Ao ler neste meu breviário " A Torto & A Direito ", o poema que compuseste para mim, com tanta melodia, harmonia, cheio de beleza, a felicidade veio me visitar.
 
Um Céu cheio de estrelas, tomou conta do meu sentimento, da minha música e da minha poesia, onde eu bebia com os deuses uma taça de amor.

Obrigado amigo, obrigado poeta, pelo banquete tão nobre e requintado que me ofereceste com os virtuosos, Drummond, Tom, Bandeira, Ataulfo, Cartola e meu poeta maior, Campoamor, meu Pai.

Um beijo e muita saudade.

Ayrton Rocha" 
 
 
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