05.09.2010

Cala a boca, Dilma!

Por essa ninguém esperava. Apesar de nossa coluna não ser partidária, mas sim uma “olheira” do que se passa no mundo jurídico e em sua órbita, a frase causou “impacto profundo”, tal e qual o nome do filme-catástrofe.
Foi dita pelo jornalista William Waak (Jornal da Globo), ao fundo de uma entrevista da presidenciável Dilma Roussef: Cala a boca!
Mas tudo foi “explicado” (?), tendo o televisivo se desculpado, pois estava falando com os colegas de trabalho do jornal, e não com a sucessora de Lula.

Falando em campanha política, nós advogados estamos ansiosos por novas eleições para o Quinto Constitucional (vide Desembargador do TJ/Ce, egresso da OAB/Ce).
A própria Corte de Justiça estará enviando ofício para a Ordem, solicitando a imediata remessa da lista tríplice.
O problema é que, ao meu ver, todo o processo eleitoral deveria ser cancelado, iniciando-se novas e rápidas eleições com os candidatos da primeira fase, excluídos os não-advogados militantes.
De facto, é justo! O Papel do papel Gutemberg deve estar se revirando na sepultura.
Depois de mais de meio século de imprensa no papel, fiquei estarrecido com a extinção do JB (Jornal do Brasil – 119 anos) em sua forma tradicional de papel-jornal; agora, somente na Internet!
Sei lá, não sou de condenar a evolução tecnológica, mas querer informatizar tudo é assunto que deveria ser bem mais discutido, elastecendo maior prazo para sua adoção.
Duvido muito que consigamos, invés de levar nosso bom e velho jornal/papel à praia, trocá-lo por um notebook à tiracolo. Também, como lavar vidro de carros, forrar a gaiola dos passarinhos, e fazer papel-marchê nas escolinhas?
É brega mas é verdade! Com a extinção do papel, a virtualização dos processos judiciais também terá muito chão para percorrer: será tão imperceptível que grande parte dos advogados sequer tem computadores, impressoras ou “pen-drivers”, vivendo e usando das salas da OAB nos fóruns do Estado?
E quando a WEB estiver “fora do ar”, como é corriqueiro acontecer? Perderemos os prazos processuais, com consequências catastróficas para os clientes e a própria sociedade?
Com respeito ao Dr. César Asfor, implementador da tal virtualização, mas creio haver muito que caminhar para incluir, realmente, todos na seara da informática.
Lembremos que a Santa Inquisição já tentou fazer isso, queimando papéis e livros em fogueiras!
Por falar nisso, dia 7 de Setembro, na data da “Independência do Brasil” (de Portugal, pois ainda somos colônia dos EUA), teremos também o 16o Grito dos Excluídos. E neste “grito”, mesmo que rouco, poderíamos incluir o brado dos “sem computadores”!
É que, com os desfavorecidos de PCs, inevitavelmente formar-se-ão a casta dos informatizados e a dos“despendriversados”. Quem viver verá!
“E viva o papel, pois defendê-lo é o seu papel!” Amenidades Meu colega “despendriversado” se superou: ganhando um tal de Pramil (genérico do Viagra), disse que iria tomar cuidado, pois o remédio “delata” tudo!
Acredito que quis dizer “dilatar” o bimbo, a não ser que queira delatar o uso do medicamento pra sua mulher...
E haja paulada na testa! Entretanto, interessante é que sua consorte poderá ser enquadrada na Lei Maria da Penha, que também inclui agressões da mulher contra o homem, e até uniões homoafetivas!
O que a lei protege é a tranquilidade no lar, pois caminha sobre “trilhas” e não sobre “trilhos” (estáticos), se é que dá pra entender.!
Bem, vou indo, sem PC e sem Pramil, tentando fazer deste mundo um local melhor pra viver.
Um abração do André Studart, o pró-papel!
Fui.
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